Mary Richmond



Surge na Inglaterra, precisamente em Londres, no ano de 1869 a Sociedade de Organização da Caridade, criada pela Burguesia, Igreja e Estado, com o objetivo de prestar assistência à classe operária, de forma a coibir qualquer manifestação. Assim, surgem os primeiros assistentes sociais.


Baseando-se na concepção burguesa de que a sociedade era perfeita e harmônica e de que os problemas eram dos indivíduos. A Sociedade de Organização da Caridade adotou e difundiu a ideia da assistência social como uma reforma de caráter.



Através da organização dos primeiros cursos para formação dos agentes sociais na Europa e Estados Unidos, surgem com grande Influência da Igreja, as primeiras escolas de Serviço Social na Europa.

Durante o século XX, o Serviço Social estava presente na maioria dos países da Europa, embora sua identidade profissional estivesse alienada, fragilizada e atribuída ao capitalismo com a ilusão de servir. É sob a influência da Igreja Católica, que o Serviço social se legitima como profissão.

O trabalho de educação familiar pautava-se nos conteúdos de higiene, educação e saúde. As visitadoras sociais voluntárias exerciam a ação de reforma do caráter dos indivíduos.

A Sociedade de Organização da Caridade atravessava as fronteiras do continente europeu, instala-se nos Estados Unidos, onde teve como importante representante Mary Richmond, assistente social norte americana, ela acreditava que somente através do ensino especializado teriam agentes qualificados para lidarem com a questão social.

Em 1916, a Sociedade de Organização da Caridade realizou em Nova Iorque, a Primeira Conferência Nacional de Trabalhadores Sociais, onde foram definidos alguns pontos relacionados com o Serviço Social. Mais tarde, Maria Richmond publica o livro “Diagnóstico Social”, no qual foca a importância do trabalho social, havendo um avanço na profissionalização do serviço americano. Em 19l9, a Escola Filantrópica Aplicada passa a ser incorporada à Universidade de Colômbia, em Nova Iorque, com a denominação Escola de Trabalho Social.


Quem foi Mary Ellen Richmond?


Richmond, nasceu no dia 5 de agosto de 1861. Foi assistente de tesouraria e depois eleita secretária-geral da COS (Charity Organization Society) de Baltimore, em 1891. As COS’s, que se espalharam nos EUA, eram instituições de caridade que chegaram àquele país através da experiência inglesa, como um esforço de cooperação entre Estado (especialmente prefeituras) e Igreja (sobretudo protestante) para assistir às necessidades de famílias pobres, a partir de práticas de auxílio material e educação moral com uma abordagem individualizada.


Duas de suas obras, O diagnóstico social (1917) e O que é Serviço Social de casos (1922), reúnem as principais ideias dessa autora sobre o Serviço Social de casos individuais e representam a base que deu início à produção teórica no campo do Serviço Social. Esse pensamento pioneiro espalhou-se pela Europa e por outras partes do mundo onde o Serviço Social se institucionalizou como profissão. No Brasil, a influência do Serviço Social estadunidense se faz presente especialmente a partir da década de 1940, com o intercâmbio entre os dois países, que promoveu a ida de representantes do Serviço Social brasileiro aos Estados Unidos.


Publicada em 1917, a principal obra de Richmond (1950), Diagnóstico social, levou 15 anos até a realização final. Configurou-se a partir de ampla investigação de natureza documental e junto a um significativo número de suas colaboradoras sobre o conteúdo e a forma das atividades desenvolvidas pelos agentes sociais no exercício de suas atribuições institucionais. Considerava a necessidade de reunir noções técnicas básicas e comuns de procedimento metodológico ao conjunto dos assistentes sociais extensivo àquelas que não estavam voltadas diretamente aos casos individuais, tomando como exemplo atividades como a Medicina e o Direito em suas diversidades de especializações.


Assim, o diagnóstico social permitiria apreender a situação e a personalidade de um indivíduo que, por qualquer necessidade, recorresse a instituições sociais, subsidiando a ação profissional no sentido de o indivíduo encontrar em si mesmo solução para os problemas.


Os caracteres pessoais e as relações daquele indivíduo, na família, no trabalho, na vizinhança, enfim, no meio social imediato, tomados em si, sem relação com as bases econômico-causais, não revelavam o verdadeiro caráter social dos problemas enfrentados pelo indivíduo, decorrentes de suas condições de classe e do caráter essencial da sociedade. Permaneciam no nível fenomênico da individualização.


Ao mesmo tempo, o problema não só era centrado na personalidade, mas, além disso, a ação profissional deveria dirigir-se à expansão da personalidade, como propõem suas reflexões no capítulo XIX, destinado ao que a autora denomina Bases Filosóficas.


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