Conversa com Assistente Social-local abrigo para mulheres.

Atualizado: 9 de ago. de 2021



Olá, como vocês estão? Trago novidades no nosso blog/site , convidei profissionais que atuam em várias áreas da Política de Assistência Social para dar o ar da graça aqui e nos relatar sobre a atuação cotidiana dos mesmos. As entrevistas foram realizadas por meio de email, no qual o entrevistado teve todo tempo para responder as perguntas.

A minha primeira convidada, e estreando nosso espaço, se chama Cristiane Cavalcante ou somente, Cris, para os amigos e colegas. Ela atuou há 8 anos, no serviço de abrigo para mulheres vítimas de violência, cuja gestão é do Governo do Estado do Ceará.


1. Me descreva como se iniciou sua atividade profissional na Casa do Caminho, desde o seu processo de seleção. Quais suas atividades cotidianas neste serviço?

Cristiane-Eu comecei minha atividade indicada por terceiros, pois já trabalhava em outra área do serviço da mesma Secretaria. As atividades cotidianas na unidade eram atendimento individuais ,acompanhamento e resolutividade do caso de mulheres que davam entrada na unidade, além de encaminhamentos, elaboração de relatório social, visitas domiciliares e institucionais, trabalho de empoderamento, engajamento em cursos profissionalizantes, reinserção na família de


origem, ampliada, ou mesmo da própria mulher na sociedade , articulação com a rede de enfrentamento as mulheres vítimas de violência doméstica a saber, delegacia especializada ou local , Núcleo da Defensoria Pública, Casa da Mulher Brasileira, rede de saúde, de educação, assistencial e outros.


2. Qual a importância da atuação profissional do assistente social na Casa do Caminho?

Cristiane- É importante na situação para a efetivação de direitos, envolvendo as mulheres em situação de violência, possibilitando que a usuária tenha oportunidade de intervir na realidade social em que ela estava inserida.


3. Qual era a sua maior dificuldade, ou dificuldades no seu cotidiano profissional?

Cristiane- Efetividade das políticas públicas, no sentido de dar condições para as mulheres conseguirem um suporte por um determinado período, para que elas se organizem com trabalho, moradia, suporte com benefícios eventuais principalmente no recomeço de uma nova vida.



4. Você tem alguma experiência marcante de superação de vulnerabilidade e risco social com a (as) usuária(a) do serviço?

Cristiane-Sim, houveram casos exitosas de superação de algumas usuárias que chegaram a unidade totalmente fragilizadas emocionalmente, até mesmo de que antes eram totalmente dependentes de seus ex companheiros, maridos, chegando apenas com a roupa do corpo e passados algum tempo … saindo da Unidade com auto estima, com moradia, emprego, na companhia de seus filhos, com paz e força no recomeço.


5. Qual sua dica que você daria para o(a) assistente social que está no início de sua atuação com mulheres em vulnerabilidade e risco social?


Cristiane- O profissional deve estar disposto para adquirir uma imensa oportunidade de enriquecimento profissional, porque em seu cotidiano vai se deparar com uma realidade bastante complexa, no qual exigirá dele respostas imediatas que farão toda a diferença na condução e direcionamento no destino das mulheres em situação de violência doméstica.



Sobre a Casa do Caminho


A Casa do Caminho, criada em 1992, cujo endereço é mantido em absoluto sigilo, é abrigo para mulheres vítimas de violência doméstica, que tem como principal objetivo o acolhimento destas, juntamente com seus filhos, constituíndo-se uma das principais políticas de retaguarda no enfrentamento à violência contra a mulher. O espaço conta com seis quartos, banheiro e cozinha comunitários. Com capacidade para 30 pessoas, incluindo mães e filhos.


O serviço pode ser solicitado pelas mulheres na Delegacia de Defesa da Mulher ou no Centro de Referência da Rede de Apoio contra a Violência. Uma triagem é feita para analisar se a mulher está em risco iminente de feminicídio.



Cristiane Cavalcante -Assistente social- pela Universidade Estadual do Ceará(UECE), graduanda em Direito, trabalhou por 8 anos em abrigo.




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