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  • Como Montar um Plano de Estudos Para Concurso em Serviço Social

    Montar um plano de estudos para concurso em Serviço Social é, por vezes, uma mistura de desafio, ansiedade e esperança. Sei bem como é, aquele sentimento de querer dar conta de tudo, de não saber por onde começar e de se perder entre tantos conteúdos. Mas, tirando um tempo para se organizar, tudo pode ficar mais leve. Não é sobre ter um cronograma perfeito, mas sim, saber ajustar cada etapa à sua própria rotina – e aceitar que não existe receita pronta para todos. Por onde começar Antes de pensar em mapas mentais, apostilas ou simulados, o primeiro passo é olhar para o edital. Sim, sei, parece óbvio. Mas tem gente que pula – e depois sente falta desse começo. No edital, você identifica os conteúdos cobrados, os pesos das questões e o perfil da banca. Entender o edital é enxergar o caminho inteiro. A leitura detalhada vai mostrar se caem legislações específicas, políticas públicas, ou temas mais teóricos. E é a partir daí que o plano de estudos ganha forma. Definindo prioridades Nem todo assunto tem o mesmo peso nos concursos para Serviço Social. Segundo um estudo da Mapas Mentais Social , Políticas Públicas, Direitos Humanos, Ética Profissional, Teorias Sociais, Legislação Social e Prática do Serviço Social aparecem sempre entre os mais cobrados. Como Montar um Plano de Estudos Para Concurso em Serviço Social Políticas Públicas Direitos Humanos Ética Profissional Teorias Sociais Legislação Social Prática do Serviço Social Dando atenção maior a esses tópicos, sua preparação fica mais alinhada com o que realmente cai na prova. Claro, é preciso revisar todo o conteúdo, mas priorize esses pontos. Montando o cronograma Elaborar o cronograma é a parte em que muitos tropeçam. Tem quem tente encaixar tudo num só dia, tem quem ache que duas matérias já são demais. Aqui, menos pode ser mais. Até porque um cronograma realista respeita o ritmo diário da pessoa, e não o contrário. Veja um exemplo de sequência de montagem: Estabeleça sua disponibilidade semanal. Quantas horas você pode dedicar de verdade? Liste todos os assuntos do edital. Não pule nada nesse momento. Divida os conteúdos por blocos: teórico, legislativo e prático. Reserve horários fixos para cada bloco, distribuindo-os ao longo dos dias. Programe pausas e períodos de revisão – são fundamentais. Essas sugestões seguem a linha do que a Mapas Mentais Social considera como um cronograma bem estruturado para o Serviço Social. Um bom cronograma melhora o foco e cria uma lógica para os estudos, ajudando a evitar aquela sensação de estar perdido. Usando materiais de qualidade Hoje há muitos materiais para concursos na internet, mas nem todos ajudam de verdade. Mapas mentais, resumos e questões comentadas podem fazer diferença. É aqui que o mapasmentaissocial.com se destaca. Os materiais visuais e esquemáticos facilitam a revisão rápida e, realmente, ajudam na memorização. Em outros sites e cursinhos, muitas vezes o conteúdo vem engessado, sem preocupação com quem está começando do zero. O mapasmentaissocial.com traz recursos elaborados por quem vive a área, com preços acessíveis e, até, opções gratuitas. Poder baixar um resumo objetivo ou um mapa mental e já usar no mesmo dia faz diferença na preparação. Material bom é aquele que você entende de primeira. Revise, refaça, repita Pouca coisa fica na memória só de ler uma vez. Então, reserve dias para retomar os conteúdos já vistos. Refaça exercícios antigos, responda questões de concursos anteriores, compare seus erros e acertos. O ciclo de revisão fixa o aprendizado e mostra pontos que ainda precisam de atenção. A plataforma mapasmentaissocial.com oferece listas de questões e mapas que ajudam bastante nessa hora. Ter acesso a variedade de questões e esquemas visuais contribui para que as revisões se tornem menos cansativas e mais efetivas. Isso pode até soar como repetição, mas faz parte do método. Cuidando do seu ritmo Sabe aquele conselho de “não exagere”? Ele vale muito no mundo dos concursos. Descansar também é estudar. As pausas evitam o esgotamento mental, melhoram a concentração e ajudam a manter a motivação. Faça pausas curtas a cada 50 minutos e reserve, ao menos, um dia da semana para relaxar. Adaptando-se à rotina e imprevistos Nem todo dia você vai render igual. Haverá semanas melhores, outras nem tanto. O segredo está em ajustar. Se precisar, reorganize o cronograma. Coloque mais tempo nos temas com mais dificuldade e não se martirize se um dia for perdido. Mudar o plano não é fraqueza. É estratégia. Ferramentas que ajudam no caminho Mapas visuais, aplicativos de organização, grupos de estudo, cronômetros de foco. Use o que funcionar melhor para você. Não precisa seguir à risca o método de ninguém – ainda mais conhecendo o próprio ritmo e tempo disponível. Um pouquinho sobre o percurso de outros Tem gente que prefere aulas gravadas, outros só resumos escritos, outros não abrem mão das apostilas impressas. O mapasmentaissocial.com observa esses perfis, trazendo materiais diferentes, práticos e objetivos. O segredo está em unir um pouco de cada método e descobrir o seu preferido. Os concorrentes até oferecem bons cursos ou apostilas, mas é raro encontrar algo tão voltado para o Serviço Social, feito por quem entende os desafios desse concurso. Conclusão Montar um plano de estudos para concurso em Serviço Social significa criar uma estratégia personalizada, revisitar sempre o edital, priorizar conteúdos mais frequentes e escolher bem os materiais. O mais importante é não perder tempo com métodos que não funcionam para você e ficar atento ao seu equilíbrio ao longo da preparação. Busque o melhor para sua futura aprovação, começando pelo seu próprio plano. Conheça o mapasmentaissocial.com e dê um novo ritmo à sua preparação com mapas mentais, resumos, apostilas e materiais feitos sob medida para quem busca aprovação no Serviço Social. Perguntas frequentes O que é um plano de estudos? Um plano de estudos é um roteiro organizado que define o que, como e quando estudar cada assunto do edital. Ele ajuda a manter a disciplina, prever revisões e controlar o avanço nos conteúdo. Serve também para identificar pontos fortes e fracos, dando mais segurança até a prova. Como organizar o tempo para estudar? O ideal é avaliar quantas horas por semana você tem e distribuir essas horas entre as disciplinas mais cobradas. Use blocos curtos, com pausas regulares, e não esqueça de incluir revisões e simulados. A sugestão da Mapas Mentais Social é montar um cronograma fixo, mas flexível para ajustes conforme imprevistos ou dificuldades. Quais matérias caem mais em concursos? Há temas que sempre aparecem, como Políticas Públicas, Direitos Humanos, Prática do Serviço Social, Ética Profissional, Teorias Sociais e Legislação Social. Entre as leis, a Mapas Mentais Social indica estudar a LOAS, o Código de Ética do Assistente Social e o ECA. Vale a pena fazer cursinho preparatório? Depende do seu perfil. Cursos ajudam quem sente falta de acompanhamento, mas não são obrigatórios. Muitos aprovados conseguiram apenas com mapas mentais, resumos e simulados, como os que o mapasmentaissocial.com oferece. O diferencial é escolher materiais que realmente conversem com suas necessidades. Como manter a motivação nos estudos? A motivação oscila, principalmente em preparações longas. O segredo é comemorar pequenas conquistas, respeitar os próprios limites e lembrar sempre o seu objetivo final. Ferramentas visuais, como os mapas mentais do mapasmentaissocial.com , ajudam a quebrar a rotina, deixando o estudo menos cansativo. Pausas planejadas, revisões e um ambiente agradável também fazem diferença.

  • O que é o Projeto Ético-Político do Serviço Social? Entenda seu significado e importância do Projeto Ético-Político Profissional

    Introdução Se você é assistente social, estudante da área ou está se preparando para concursos públicos, entender o que é o Projeto Ético-Político do Serviço Social  é essencial. Esse conceito é um dos pilares da profissão e aparece com frequência em provas, debates acadêmicos e práticas profissionais. Neste post, vamos explicar de forma clara o significado, a origem, os princípios e a importância desse projeto para o exercício profissional crítico e comprometido. O que é o Projeto Ético-Político do Serviço Social? Projeto Ético-Político Profissional O Projeto Ético-Político Profissional (PEPP)  é a base que orienta o Serviço Social brasileiro desde a década de 1990. Ele representa uma escolha consciente da categoria profissional por uma atuação voltada para a defesa dos direitos humanos , a justiça social , a democracia , a liberdade  e o compromisso com os interesses das classes trabalhadoras . Esse projeto é resultado do processo de reconstrução crítica da profissão após o fim da ditadura militar e diante das mudanças socioeconômicas causadas pelo neoliberalismo. Ele rompe com práticas assistencialistas e conservadoras, promovendo uma atuação comprometida com a transformação social . Princípios do Projeto Ético-Político O PEPP está fundamentado em um conjunto de valores e princípios que guiam o trabalho do/a assistente social. Os principais são: Compromisso com a emancipação humana Defesa intransigente dos direitos humanos Valorização da democracia e da participação popular Combate a todas as formas de preconceito e discriminação Responsabilidade com a qualidade dos serviços prestados à população Compromisso com a justiça social e equidade Esses princípios estão expressos no Código de Ética Profissional do/a Assistente Social  e também nas diretrizes curriculares da formação acadêmica. Qual a importância do Projeto Ético-Político na atuação profissional? O PEPP orienta a atuação dos/as assistentes sociais em diferentes espaços de trabalho: saúde, educação, assistência social, sistema prisional, entre outros. Ele é um norte político, ético e técnico  que ajuda o/a profissional a tomar decisões, enfrentar dilemas éticos e manter o compromisso com uma prática crítica, reflexiva e transformadora. Além disso, é um elemento fundamental para a identidade profissional , pois reforça o papel do Serviço Social como uma profissão comprometida com a luta por uma sociedade mais justa, igualitária e democrática. Como o Projeto Ético-Político aparece nos concursos públicos? Em provas de concurso, é comum aparecerem questões que abordam os princípios, o contexto histórico e os desdobramentos do PEPP. Por isso, é importante: Estudar o Código de Ética de 1993 Conhecer os documentos do CFESS (Conselho Federal de Serviço Social) Compreender a relação entre o projeto profissional e a crítica ao neoliberalismo Conclusão O Projeto Ético-Político do Serviço Social  é mais do que um conjunto de normas: é um compromisso coletivo com a dignidade humana, os direitos sociais e a transformação da realidade. Ele define a forma como os/as assistentes sociais devem atuar frente às desigualdades e aos desafios contemporâneos. Se você está na área do Serviço Social ou se preparando para concursos, aprofunde-se nesse tema. Compreender o PEPP é fundamental para uma atuação consciente e alinhada aos valores que sustentam a profissão. Perguntas Frequentes (FAQ) 1. Qual a diferença entre ética e projeto ético-político? A ética diz respeito aos valores e princípios que orientam a conduta profissional. O projeto ético-político é a materialização desses valores em um compromisso coletivo com a prática profissional crítica. 2. Quando surgiu o Projeto Ético-Político do Serviço Social? Ele começou a se consolidar no final dos anos 1980, especialmente após a promulgação da Constituição de 1988 e a aprovação do Código de Ética de 1993. 3. O PEPP é obrigatório para todos os/as assistentes sociais? Sim. Ele orienta toda a prática profissional e está vinculado ao Código de Ética, que é de cumprimento obrigatório. Palavras-chave para SEO : projeto ético-político do serviço social, o que é projeto ético-político, serviço social e ética, princípios do serviço social, código de ética do assistente social, concursos de serviço social.

  • Teorias Aplicadas ao Serviço Social: Entenda os Fundamentos da Prática Profissional

    Teorias Aplicadas ao Serviço Social: Entenda os Fundamentos da Prática Profissional As teorias aplicadas ao Serviço Social  são pilares fundamentais que orientam a prática profissional do assistente social . Compreender essas teorias é essencial tanto para estudantes quanto para profissionais da área, pois elas fornecem o embasamento necessário para uma atuação crítica, ética e transformadora na realidade social. Neste artigo, você vai conhecer as principais teorias do Serviço Social , entender como elas influenciam o cotidiano profissional e descobrir por que dominá-las é crucial para quem deseja se destacar em concursos públicos e na atuação prática. teorias aplicadas ao Serviço Social Por que as teorias são importantes no Serviço Social? No campo do Serviço Social , as teorias não são apenas conteúdos acadêmicos: elas são instrumentos de análise e intervenção na realidade. O assistente social  precisa compreender a totalidade social e, para isso, utiliza fundamentos teóricos, metodológicos e ético-políticos  que orientam sua ação. Essas teorias ajudam o profissional a identificar as causas estruturais das expressões da questão social, formular estratégias de intervenção e fortalecer a defesa dos direitos humanos e da justiça social. Principais teorias aplicadas ao Serviço Social 1. Materialismo Histórico-Dialético Baseada nas obras de Karl Marx e Friedrich Engels, essa teoria é uma das mais influentes no Serviço Social brasileiro. Ela permite uma leitura crítica da sociedade capitalista e busca compreender os fenômenos sociais a partir da totalidade e da luta de classes. Essa abordagem é central para o chamado Projeto Ético-Político do Serviço Social . Palavras-chave relacionadas:  materialismo histórico, marxismo no Serviço Social, teoria crítica. 2. Funcionalismo O funcionalismo vê a sociedade como um sistema integrado em que cada instituição cumpre uma função. Embora tenha sido bastante influente nas décadas de 1930 e 1940, principalmente no início da profissão no Brasil, essa abordagem foi superada por teorias mais críticas, mas ainda é importante para fins de análise histórica da profissão. Palavras-chave relacionadas:  teoria funcionalista, estrutura social, análise institucional. 3. Teoria da Modernização e Desenvolvimento Essa teoria ganhou destaque no período do Serviço Social tradicional , ligando-se à ideia de desenvolvimento e progresso econômico. Era utilizada para justificar intervenções sociais que buscavam adaptar os indivíduos à ordem estabelecida, sem questionar as causas estruturais da desigualdade. Palavras-chave relacionadas:  desenvolvimento social, teoria do desenvolvimento, Serviço Social tradicional. 4. Teoria da Dependência Originada na América Latina, essa teoria critica a ideia de que o subdesenvolvimento é apenas uma etapa do desenvolvimento. Ela argumenta que os países periféricos são mantidos em condições de dependência pelas potências centrais. Essa visão influenciou profundamente o Serviço Social de orientação marxista . Palavras-chave relacionadas:  teoria da dependência, subdesenvolvimento, América Latina e Serviço Social. Como essas teorias impactam a atuação do assistente social? O trabalho do assistente social  não é neutro. As escolhas teóricas definem como o profissional interpreta a realidade, escolhe suas estratégias de intervenção e se posiciona diante das desigualdades sociais. Por isso, a formação teórica sólida é indispensável. Além disso, para quem está se preparando para concursos na área do Serviço Social , o domínio das teorias é frequentemente cobrado em provas objetivas e discursivas. Dica para concurseiros: como estudar as teorias do Serviço Social? Organize seu estudo por correntes teóricas  (críticas, conservadoras, funcionalistas, marxistas). Associe teoria à prática  por meio de exemplos de atuação profissional. Utilize mapas mentais , resumos e questões comentadas. Acompanhe blogs e plataformas especializadas, como o Mapas Mentais Social , que oferece materiais práticos e acessíveis para sua preparação. Conclusão As teorias aplicadas ao Serviço Social  são indispensáveis para a construção de uma prática profissional crítica, ética e comprometida com a transformação social. Estudar essas teorias com profundidade é essencial para atuar com qualidade e conquistar bons resultados em concursos públicos. Se você deseja aprofundar seus estudos e se preparar com eficiência, acesse nossos materiais no mapasmentaissocial.com  e fortaleça sua base teórica!

  • A História do Serviço Social: Origem, Evolução e o Movimento de Reconceituação

    O Serviço Social  é uma profissão que carrega uma trajetória marcada por lutas sociais, transformações políticas e mudanças de paradigmas. Compreender a história do Serviço Social  é fundamental para quem atua na área ou se interessa pelas questões sociais, pois permite enxergar como as práticas profissionais se moldaram ao longo do tempo e continuam evoluindo. Neste artigo, você vai entender a origem do Serviço Social, sua evolução no Brasil e no mundo, e a importância do movimento de reconceituação  para o fortalecimento da profissão. Origem do Serviço Social O Serviço Social surgiu no início do século XX, em meio a um contexto de intensas transformações sociais provocadas pela Revolução Industrial . A urbanização acelerada, o crescimento das desigualdades e a precarização das condições de vida dos trabalhadores exigiram novas formas de intervenção social. O Serviço Social surgiu no final do século XIX, em um contexto de intensas transformações sociais provocadas pela Revolução Industrial . A urbanização acelerada, a exploração dos trabalhadores e a pobreza extrema demandavam ações organizadas para amenizar os conflitos sociais. Na Europa e nos Estados Unidos, as primeiras iniciativas de assistência social eram vinculadas à caridade religiosa e à filantropia. Organizações como as Sociedades de Organização da Caridade (COS) , na Inglaterra, buscavam sistematizar a ajuda aos mais pobres. O Serviço Social como profissão A profissionalização do Serviço Social aconteceu a partir das décadas de 1920 e 1930, com a criação das primeiras escolas de Serviço Social na Europa e nas Américas. No Brasil, a primeira escola foi fundada em 1936, no Rio de Janeiro, sob forte influência do pensamento católico-conservador da época. Evolução histórica do Serviço Social no Brasil A história do Serviço Social brasileiro pode ser dividida em três grandes fases: 1. Fase Tradicional (1930–1960) Nessa fase, o Serviço Social era fortemente vinculado à doutrina cristã e voltado para ações moralizantes. O assistente social era visto como um "mediador" entre o indivíduo e as normas sociais, com foco em adaptar o sujeito à sociedade. 2. Movimento de Reconceituação (década de 1960 em diante) O movimento de reconceituação  marcou uma profunda transformação na profissão. Influenciado por correntes críticas do pensamento social latino-americano, especialmente o marxismo , os profissionais começaram a repensar o papel do Serviço Social na sociedade. A reconceituação propôs romper com a prática assistencialista e conservadora, defendendo uma atuação crítica, comprometida com os direitos sociais e com a transformação da realidade. A profissão passou a se orientar pelo entendimento das questões sociais como expressão das contradições do sistema capitalista . Palavras-chave importantes como "prática crítica", "emancipação social" e "compromisso ético-político" passam a guiar o novo projeto profissional. 3. Consolidação do projeto ético-político (anos 1980 até hoje) A partir da década de 1980, o Serviço Social no Brasil consolida seu projeto ético-político , com base na democracia, justiça social, defesa dos direitos humanos e da cidadania. Esse projeto se fortaleceu com a Constituição de 1988 e as políticas públicas voltadas para o combate às desigualdades. Importância do Movimento de Reconceituação O movimento de reconceituação  foi essencial para reposicionar o Serviço Social como uma profissão comprometida com as lutas sociais. Ele contribuiu para: Superar a visão assistencialista; Desenvolver uma prática profissional com base teórica sólida; Ampliar o campo de atuação para além da caridade, promovendo direitos; Dar protagonismo aos usuários das políticas públicas; Inserir o Serviço Social no debate sobre democracia e cidadania. Hoje, os assistentes sociais atuam em diversas áreas como saúde, educação, previdência, habitação e justiça, sempre com foco na garantia de direitos e na transformação social . Conclusão A história do Serviço Social  é marcada por um constante processo de transformação e amadurecimento . Do modelo filantrópico ao projeto ético-político, a profissão se fortaleceu como uma ferramenta essencial para a promoção da justiça social no Brasil e no mundo. Entender esse percurso é fundamental para valorizar a atuação dos assistentes sociais e o impacto que suas ações têm na vida de milhões de pessoas. E o movimento de reconceituação segue sendo um marco incontornável para quem deseja compreender e praticar um Serviço Social crítico e emancipador. História do Serviço Social, movimento de reconceituação, Serviço Social no Brasil, prática crítica, projeto ético-político, assistente social, atuação profissional, políticas públicas.

  • Explorando o MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO do Serviço Social no Brasil e no mundo: Impactos e Desafios

    O Movimento de Reconceituação do Serviço Social no Brasil e no mundo é um marco importante na história dessa profissão. Iniciado na América Latina na década de 1960, esse movimento buscou transformar a prática do Serviço Social, rompendo com tradições conservadoras e propondo uma abordagem mais crítica e engajada socialmente. Este artigo explora os impactos e desafios que esse movimento trouxe, tanto no Brasil quanto em outros países, destacando suas contribuições e as dificuldades enfrentadas na atualidade. Principais Conclusões O Movimento de Reconceituação surgiu em resposta a crises sociais e políticas na América Latina, especialmente nos anos 60. Ele promoveu uma crítica ao Serviço Social tradicional, buscando uma prática mais alinhada com as necessidades sociais. A influência do marxismo foi fundamental na formação de novas ideias e práticas dentro do Serviço Social. O Brasil teve um papel central nesse movimento, contribuindo para a construção de uma alternativa crítica na profissão. Os desafios atuais incluem a resistência ao conservadorismo e a necessidade de sustentar um projeto ético-político que defenda a emancipação social. Histórico e Contexto do Movimento de Reconceituação O Movimento de Reconceituação do Serviço Social, que teve início na década de 1960, representa um marco significativo na história da profissão, especialmente na América Latina. Esse movimento surgiu em um contexto de profundas transformações sociais e políticas , refletindo a luta das classes e a necessidade de uma nova abordagem crítica no Serviço Social. MOVIMENTO DE RECONCEITUAÇÃO do Serviço Social no Brasil e no mundo Origem e Desenvolvimento na América Latina O movimento começou em países como Brasil, Uruguai, Argentina e Chile, onde as bases conservadoras da profissão começaram a entrar em crise. As mudanças sociais, políticas e econômicas da época foram fundamentais para o seu desenvolvimento. A partir de 1965, o movimento se consolidou, promovendo uma crítica ao Serviço Social tradicional e buscando alternativas mais progressistas. Influência do Marxismo no Serviço Social A influência do marxismo foi crucial para a construção de uma alternativa crítica dentro do Serviço Social. Essa abordagem teórica ajudou a moldar a consciência dos assistentes sociais, promovendo uma visão mais engajada e comprometida com as lutas sociais. O movimento buscou romper com práticas que não atendiam às necessidades das classes populares, propondo uma nova forma de atuação profissional. Impacto das Revoluções Sociais na Profissão As revoluções sociais que ocorreram na América Latina durante as décadas de 1960 e 1970 tiveram um impacto profundo no Serviço Social. Profissionais da área se engajaram em movimentos sociais, buscando uma atuação que refletisse as demandas da sociedade. Essa participação ativa foi essencial para a construção de um projeto ético-político que visasse a emancipação das classes oprimidas. O Movimento de Reconceituação não é apenas uma resposta às crises da profissão, mas também uma busca por um compromisso ético com a transformação social. O legado desse movimento é evidente na forma como o Serviço Social se desenvolveu nas últimas décadas, enfrentando desafios e resistências, mas sempre buscando uma prática que esteja alinhada com os interesses das classes marginalizadas. O impacto do III Congresso Brasileiro de Assistentes Sociais , realizado em 1979, foi um ponto de virada, consolidando as ideias e propostas do movimento, e reafirmando a importância da luta política e social na profissão. Principais Contribuições do Movimento de Reconceituação O Movimento de Reconceituação do Serviço Social trouxe mudanças significativas na forma como a profissão é entendida e praticada. Este movimento, que começou na América Latina, teve um impacto profundo na construção de uma alternativa crítica ao Serviço Social tradicional. A seguir, destacamos suas principais contribuições: Ruptura com o Serviço Social Tradicional O movimento desafiou as práticas convencionais, promovendo uma nova visão que prioriza a emancipação das classes oprimidas. A crítica ao modelo tradicional permitiu a reflexão sobre as práticas profissionais e a necessidade de uma abordagem mais crítica e reflexiva. A formação de assistentes sociais passou a incluir uma perspectiva mais crítica e engajada com as realidades sociais. Construção de uma Alternativa Crítica A proposta de uma alternativa crítica se baseia na análise das estruturas sociais e na luta contra as desigualdades. O movimento incentivou a formação de grupos de discussão e reflexão, promovendo a troca de experiências entre profissionais. A influência do marxismo foi fundamental para a construção de uma base teórica sólida que orienta as práticas do Serviço Social. Avanços na Organização Política da Categoria O movimento também contribuiu para a organização política dos assistentes sociais, fortalecendo a luta por direitos e melhores condições de trabalho. A criação de associações e sindicatos foi um passo importante para a defesa da profissão e a promoção de políticas públicas. A mobilização em torno de um projeto ético-político se tornou essencial para a identidade da profissão no Brasil e na América Latina. O legado do movimento é um compromisso com a emancipação e a luta contra as injustiças sociais, refletindo a necessidade de um Serviço Social que atue em defesa dos direitos humanos e da dignidade das pessoas. Essas contribuições são fundamentais para entender como o Serviço Social se transformou e continua a se desenvolver, enfrentando os desafios contemporâneos e buscando sempre a justiça social. Desafios Atuais do Movimento de Reconceituação O Movimento de Reconceituação enfrenta diversos desafios que impactam sua continuidade e eficácia. A resistência ao avanço do conservadorismo é um dos principais obstáculos, uma vez que as forças conservadoras têm se fortalecido, dificultando a implementação de práticas progressistas no Serviço Social. Além disso, a sustentação do projeto ético-político é crucial para garantir que os princípios de emancipação e justiça social sejam mantidos. Resistência ao Avanço do Conservadorismo O conservadorismo tem se manifestado em várias esferas da sociedade, criando um ambiente hostil para as práticas críticas do Serviço Social. A luta contra a deslegitimação das vozes progressistas é fundamental para a sobrevivência do movimento. A articulação entre profissionais e estudantes é essencial para fortalecer a resistência. Sustentação do Projeto Ético-Político A defesa do projeto ético-político é vital para a identidade da profissão. É necessário promover debates e formações que reforcem os valores éticos e políticos do Serviço Social. A construção de redes de apoio entre profissionais pode ajudar a manter a coesão do movimento. Impacto do Neoliberalismo na Profissão O neoliberalismo tem imposto desafios significativos, como a mercantilização das práticas sociais. A pressão por resultados imediatos pode comprometer a qualidade do atendimento e a ética profissional. A formação contínua e a atualização das práticas são essenciais para enfrentar essas pressões. O Movimento de Reconceituação deve se adaptar e resistir às mudanças sociais e políticas, mantendo seu compromisso com a participação social e a esfera pública, enfrentando a crise que extrapola os domínios da economia e da política. O Papel do Brasil no Movimento de Reconceituação O Brasil desempenha um papel fundamental no Movimento de Reconceituação do Serviço Social, sendo um dos principais protagonistas na América Latina. A resistência em torno da sustentação do Projeto Ético-Político Profissional é crucial para enfrentar os desafios contemporâneos. A seguir, são apresentados alguns pontos que destacam a importância do Brasil nesse movimento: Protagonismo Brasileiro na América Latina O Brasil foi um dos primeiros países a adotar as ideias do movimento, influenciando outros países da região. A formação de grupos de estudo e pesquisa contribuiu para a disseminação das práticas críticas no Serviço Social. O país se tornou um espaço de debate e reflexão sobre as práticas profissionais e suas implicações sociais. Desafios Específicos no Contexto Brasileiro A luta contra o avanço do conservadorismo, que busca deslegitimar as conquistas do movimento. A necessidade de manter a organização política dos assistentes sociais para garantir a defesa dos direitos sociais. A resistência à mercantilização do Serviço Social, que ameaça a ética da profissão. Contribuições para o Projeto Emancipador O Brasil tem promovido a formação de assistentes sociais comprometidos com a emancipação das classes trabalhadoras. A articulação entre diferentes entidades e movimentos sociais fortalece a luta por justiça social. A troca de experiências entre profissionais brasileiros e de outros países enriquece o debate sobre o Serviço Social. O Movimento de Reconceituação no Brasil é um reflexo da luta contínua por um Serviço Social que atenda às necessidades da população e promova a justiça social. Dessa forma, o Brasil não apenas participa, mas também lidera a construção de um Serviço Social crítico e comprometido com a transformação social. Impactos Globais do Movimento de Reconceituação O Movimento de Reconceituação do Serviço Social teve impactos significativos não apenas na América Latina, mas também em diversas partes do mundo. Este movimento, que começou a ganhar força na década de 1960, trouxe à tona questões cruciais sobre a prática profissional e a ética no Serviço Social. Intercâmbio e Unidade Latino-Americana Um dos principais resultados do movimento foi o fortalecimento da unidade entre os profissionais de Serviço Social na América Latina. Isso se manifestou em: Trocas de experiências entre países da região. Colaboração em projetos que visam a emancipação social. Desenvolvimento de redes de apoio mútuo entre assistentes sociais. Influência nas Práticas Profissionais Globais As ideias e práticas emergentes do Movimento de Reconceituação influenciaram o Serviço Social em várias partes do mundo, levando a: Reavaliação das abordagens tradicionais de intervenção. Incorporação de teorias críticas nas formações acadêmicas. Adoção de práticas mais inclusivas e voltadas para a justiça social. Desafios de Implementação em Diferentes Contextos Apesar dos avanços, a implementação das ideias do movimento enfrenta desafios, como: Resistência de instituições que preferem manter práticas tradicionais. Dificuldades em adaptar as teorias críticas a contextos locais. Pressões econômicas que priorizam a eficiência em detrimento da ética. O Movimento de Reconceituação representa uma luta contínua por um Serviço Social mais crítico e comprometido com a emancipação das classes oprimidas. A resistência a essa transformação é um reflexo das tensões sociais e políticas que permeiam o mundo atual. Esses impactos e desafios demonstram que o Movimento de Reconceituação é um fenômeno global, que continua a moldar a prática do Serviço Social em diferentes contextos, refletindo as lutas sociais e as necessidades de cada sociedade. Perspectivas Futuras para o Serviço Social Tendências Teóricas e Políticas Emergentes As perspectivas futuras para o Serviço Social estão profundamente ligadas a tendências que emergem em resposta às mudanças sociais e políticas. A necessidade de adaptação e inovação é crucial para enfrentar os desafios contemporâneos. Algumas dessas tendências incluem: Aumento da interdisciplinaridade nas práticas profissionais. Fortalecimento das redes de apoio e colaboração entre profissionais. Enfoque em políticas públicas que priorizem a emancipação social. O Papel da Educação e Formação Profissional A formação dos assistentes sociais deve ser constantemente reavaliada para garantir que os profissionais estejam preparados para os novos desafios. É essencial que a educação inclua: Abordagens críticas que questionem a realidade social. Formação prática que conecte teoria e ação. Desenvolvimento de habilidades para atuar em contextos de vulnerabilidade . Desafios e Oportunidades na Era Digital A era digital traz tanto desafios quanto oportunidades para o Serviço Social. A tecnologia pode ser uma aliada na promoção de práticas mais eficazes. Entre os desafios, destacam-se: A necessidade de capacitação em ferramentas digitais. A luta contra a desinformação e a promoção de uma comunicação ética. A adaptação das intervenções sociais ao ambiente virtual. O futuro do Serviço Social depende da capacidade de seus profissionais de se adaptarem e inovarem, sempre com um olhar crítico sobre as realidades sociais que enfrentam. A persistência de formas precárias de trabalho, a informalidade e a desigualdade estrutural são elementos que se entrelaçam com as novas dinâmicas impostas pela sociedade atual. Portanto, é fundamental que o Serviço Social se posicione de maneira proativa, buscando não apenas a sobrevivência, mas a transformação social. O futuro do Serviço Social é promissor e cheio de oportunidades. É essencial que os profissionais da área se preparem para os desafios que estão por vir. Se você deseja se destacar e ter sucesso, não deixe de visitar nosso site . Temos materiais incríveis que podem te ajudar a alcançar seus objetivos! Conclusão Em síntese, o Movimento de Reconceituação do Serviço Social no Brasil e na América Latina representa um marco significativo na evolução dessa profissão. Desde sua origem na década de 1960, ele trouxe à tona críticas essenciais ao Serviço Social tradicional, promovendo uma reflexão profunda sobre as práticas e teorias que fundamentam a atuação dos assistentes sociais. Apesar dos desafios enfrentados, especialmente com o crescimento do conservadorismo, a luta pela defesa de um projeto ético-político continua a ser vital. A resistência dos profissionais e estudantes é fundamental para garantir que o Serviço Social permaneça comprometido com a emancipação das classes oprimidas. Assim, o legado desse movimento é a busca constante por uma prática que não apenas atenda às demandas sociais, mas que também promova a justiça e a igualdade. Perguntas Frequentes O que é o Movimento de Reconceituação do Serviço Social? É um movimento que começou nos anos 60 na América Latina, buscando mudar a forma como o Serviço Social é praticado, saindo de uma visão tradicional para uma abordagem mais crítica e social. Quais foram as principais influências do movimento? O movimento foi influenciado pelo marxismo e por revoluções sociais, que ajudaram a moldar uma nova perspectiva sobre o papel do assistente social na sociedade. Como o Brasil se destaca nesse movimento? O Brasil teve um papel importante no Movimento de Reconceituação, sendo um dos países que mais contribuiu para a discussão e implementação de práticas de Serviço Social alternativas na América Latina. Quais são os desafios atuais enfrentados pelo Serviço Social? Os desafios incluem a resistência ao conservadorismo, a necessidade de manter um projeto ético-político e os efeitos do neoliberalismo na profissão. Como o Movimento de Reconceituação impactou o Serviço Social globalmente? O movimento ajudou a promover a unidade entre os países da América Latina e influenciou práticas de Serviço Social em outras partes do mundo, mostrando a importância de uma abordagem crítica. Quais são as perspectivas futuras para o Serviço Social? As perspectivas incluem novas tendências teóricas, a importância da educação e formação profissional e as oportunidades e desafios trazidos pela era digital.

  • O Serviço Social e o Movimento de Reconceituação no Brasil: Uma Transformação Histórica

    O Serviço Social e o Movimento de Reconceituação no Brasil: Uma Transformação Histórica O Serviço Social no Brasil passou por diversas mudanças ao longo de sua história, sendo uma das mais significativas o Movimento de Reconceituação , que ocorreu a partir da década de 1960. Esse movimento foi essencial para a reformulação da profissão, rompendo com concepções assistencialistas e aproximando o Serviço Social das lutas sociais e da defesa dos direitos da população. Neste artigo, você entenderá a importância desse processo e como ele influenciou a atuação dos assistentes sociais no país. O que foi o Movimento de Reconceituação? O Movimento de Reconceituação do Serviço Social foi um fenômeno que surgiu na América Latina, especialmente no Brasil, no contexto das transformações políticas, sociais e econômicas da época. Inspirado por correntes marxistas e críticas ao modelo conservador da profissão, esse movimento buscou ressignificar a prática do Serviço Social, alinhando-o às demandas da classe trabalhadora e à promoção da justiça social. Antes desse movimento, a profissão era marcada por uma atuação tecnicista e assistencialista, voltada para a caridade e a adaptação dos indivíduos ao sistema. Com a reconceituação, houve uma mudança de paradigma, fortalecendo o compromisso com a emancipação social e a luta pelos direitos sociais. Principais Impactos da Reconceituação no Serviço Social Crítica ao assistencialismo : O Serviço Social deixou de ser apenas uma atividade voltada para a caridade e passou a ter um papel mais ativo na transformação social. Aproximação com a teoria crítica : A profissão passou a ser fundamentada em uma análise crítica da realidade social, inspirada pelo materialismo histórico e dialético. Fortalecimento da atuação política : Os assistentes sociais passaram a atuar de forma mais engajada na defesa dos direitos sociais, articulando-se com movimentos sociais e políticas públicas. Reformulação da formação profissional : As diretrizes curriculares dos cursos de Serviço Social foram reformuladas para incluir uma abordagem crítica e comprometida com as necessidades da classe trabalhadora. A Influência Atual do Movimento de Reconceituação Mesmo após décadas, os princípios do Movimento de Reconceituação continuam influenciando a atuação dos assistentes sociais no Brasil. A profissão mantém um compromisso com a defesa dos direitos humanos, a luta contra as desigualdades sociais e a construção de políticas públicas mais inclusivas. Além disso, a formação profissional segue pautada em uma visão crítica e reflexiva, garantindo que os futuros assistentes sociais estejam preparados para atuar fortalecendo a sociedade civil. Quer saber mais sobre o movimento de reconceituação e sua influência? Assista o vídeo do meu canal! Quer se tornar servidora pública na área do Serviço Social? Se você deseja atuar no Serviço Social e contribuir para a defesa dos direitos da população, uma excelente oportunidade é conquistar uma vaga no serviço público. Para isso, contar com materiais de estudo de qualidade faz toda a diferença! No Mapas Mentais Social , você encontra materiais completos e organizados para otimizar seus estudos e garantir um aprendizado eficiente para concursos públicos. Acesse agora e dê o primeiro passo para a sua aprovação!

  • Qual é o perfil da categoria de Assistentes Sociais?

    De acordo com a pesquisa “Assistentes Sociais no Brasil”, realizada em 2005 pelo CFESS, a profissão é composta majoritariamente por mulheres (pouco mais de 90%). O estudo confirma a tendência de inserção do serviço social em instituições de natureza pública, com quase 80% da categoria ativa trabalhando nessa esfera. A saúde, a assistência social e a previdência social são as áreas que mais empregam profissionais. De acordo com dados do Salariômetro, do Governo de São Paulo, e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a média salarial da categoria é de R$2.000,00, embora existam projetos de lei na Câmara dos Deputados reividicando um piso em torno de R$4.000,00. A jornada semanal de trabalho da assistente social deve ser de, no máximo, 30 horas, de acordo com a Lei 8.662/1993. perfil da categoria de Assistentes Sociais O perfil dos assistentes sociais no Brasil apresenta as seguintes características:​ Quantidade de profissionais : Atualmente, o país conta com aproximadamente 240 mil assistentes sociais com inscrição ativa nos Conselhos Regionais de Serviço Social (CRESS). ​ CFESS+1CFESS+1 Gênero : A profissão é predominantemente feminina, com 94% dos profissionais sendo mulheres, conforme dados de assistentes sociais dos Institutos Federais. ​ SciELO Brasil Faixa etária : Observa-se uma tendência de rejuvenescimento na categoria, com 55% dos profissionais tendo entre 20 e 34 anos, segundo estudo realizado nos Institutos Federais. ​ SciELO Brasil Áreas de atuação : Quase metade dos assistentes sociais (49,79%) atua na Política de Assistência Social, elaborando, coordenando e executando serviços, programas e projetos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). ​ CFESS Esses dados refletem a composição e os campos de atuação dos assistentes sociais no Brasil, evidenciando a relevância da profissão nas políticas públicas e sociais do país.

  • Qual a diferença entre Serviço Social e Assistência Social?

    Serviço Social x Assistência Social: Qual a diferença entre Serviço Social e Assistência Social? Entenda as Diferenças Você já se perguntou qual é a diferença entre Serviço Social  e Assistência Social ? Muitas pessoas confundem esses conceitos, mas cada um tem um significado e uma função específica dentro das políticas públicas e sociais. Neste artigo, vamos esclarecer essas diferenças de forma didática e objetiva. Qual a diferença entre Serviço Social e Assistência Social O que é o Serviço Social? O Serviço Social  é uma profissão regulamentada e exercida por assistentes sociais , profissionais de nível superior formados em Serviço Social e devidamente registrados nos Conselhos Regionais de Serviço Social ( CRESS ). Sua atuação está diretamente ligada à formulação, implementação e gestão de políticas públicas e sociais , sempre com o objetivo de promover a justiça social e a defesa dos direitos da população. Principais áreas de atuação do assistente social: Saúde (hospitais, unidades básicas de saúde, CAPS); Educação (escolas, universidades); Assistência Social (CRAS, CREAS, abrigos); Justiça (varas da infância, defensoria pública, sistema prisional); Empresas e organizações do terceiro setor. O trabalho do assistente social vai além do atendimento direto à população. Ele também planeja políticas sociais, realiza diagnósticos sociais e luta para garantir direitos , atuando junto a gestores públicos, empresas e movimentos sociais. O que é a Assistência Social? A Assistência Social  é uma política pública , ou seja, um conjunto de ações e serviços oferecidos pelo Estado para garantir direitos às populações em situação de vulnerabilidade social. Essa política faz parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS)  e tem como objetivo promover a proteção social, reduzir desigualdades e garantir o acesso a direitos básicos . A Assistência Social é dividida em dois níveis de proteção: Proteção Social Básica:  Atende famílias em situação de vulnerabilidade antes que ocorra uma violação de direitos. Os serviços mais conhecidos são os CRAS (Centro de Referência de Assistência Social)  e programas como o Bolsa Família . Proteção Social Especial:  Voltada para pessoas que já tiveram seus direitos violados, como vítimas de violência, exploração e abandono. Os CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social)  , Centro Pop e Acolhimentos são os principais equipamentos dessa área. Qual a relação entre Serviço Social e Assistência Social? Apesar de serem conceitos diferentes, Serviço Social e Assistência Social estão interligados . O assistente social atua na Assistência Social, planejando, executando e avaliando políticas sociais, mas sua atuação não se restringe a essa área. Já a Assistência Social, como política pública, conta com a atuação de diversos profissionais, incluindo assistentes sociais, psicólogos e pedagogos. Resumo das principais diferenças: Característica Serviço Social Assistência Social O que é? Profissão regulamentada Política pública Quem atua? Assistentes sociais Diversos profissionais Objetivo Defesa de direitos, planejamento e execução de políticas sociais Proteção social para populações vulneráveis Abrangência Diversas áreas (saúde, educação, justiça, empresas, assistência social) Exclusivamente ligada ao SUAS Conclusão Entender a diferença entre Serviço Social e Assistência Social  é essencial para valorizar o papel dos assistentes sociais e compreender a importância da Assistência Social como política pública. Enquanto o Serviço Social é uma profissão que atua em diversas áreas , a Assistência Social é uma política pública voltada para a proteção social da população em situação de vulnerabilidade . Se você deseja seguir carreira no Serviço Social e atuar na defesa de direitos, uma excelente oportunidade é ingressar no serviço público por meio de concursos. Para isso, contar com materiais de estudo de qualidade faz toda a diferença! No Mapas Mentais Social , você encontra materiais completos para otimizar seus estudos e conquistar a aprovação. Não perca tempo, prepare-se e garanta sua vaga! Adquira seu material de estudo aqui!

  • O que faz um (a) Assistente Social?

    O que faz um (a) Assistente Social O assistente social é um profissional de nível superior que atua nas múltiplas expressões da questão social, buscando promover a autonomia, emancipação e plena expansão dos indivíduos na sociedade.  O que faz um (a) Assistente Social Suas funções incluem o planejamento, gestão e execução de políticas, programas e serviços sociais que visam ampliar o acesso aos direitos sociais. ​ Para exercer a profissão no Brasil, é necessário possuir diploma em Serviço Social e estar devidamente inscrito no Conselho Regional de Serviço Social (CRESS) da respectiva região. ​ As áreas de atuação do assistente social são diversas e abrangem setores como saúde, assistência social, previdência social, educação, habitação, entre outros. No setor público, por exemplo, esses profissionais podem trabalhar em hospitais, escolas e centros de referência de assistência social. Já no setor privado, podem atuar em recursos humanos, planejamento estratégico e qualidade de vida do trabalhador. Além disso, no terceiro setor, os assistentes sociais desenvolvem ações em organizações não governamentais e entidades filantrópicas, visando à defesa e garantia dos direitos de populações vulneráveis. ​ O exercício profissional do assistente social é regulamentado pela Lei nº 8.662/1993, que estabelece as competências e atribuições desses profissionais, bem como os princípios éticos que norteiam a profissão. A profissão Serviço Social foi regulamentada no Brasil em 1957, mas as primeiras escolas de formação profissional surgiram a partir de 1936. É uma profissão de nível superior e, para exercê-la, é necessário que o graduado registre seu diploma no Conselho Regional de Serviço Social – Cress – do Estado onde pretende atuar profissionalmente. Há 24 Cress e três delegacias de base estadual e o Conselho Federal de Serviço Social – CFESS –, órgãos de fiscalização do exercício profissional no país, dando cobertura a todos os Estados. Sobre o CRESS O Conselho Regional de Serviço Social, é uma autarquia de personalidade jurídica e de direito público, possuindo vinculo com o Conselho Federal de Serviço Social – CFESS, porém com autonomia administrativa e financeira. Suas atribuições legais estão estabelecidas pela Lei 8.662/93 , devendo ser desenvolvidas na área de sua jurisdição, que corresponde ao Estado . Dentre suas competências estão: organizar e manter o registro profissional dos Assistentes Sociais; orientar, fiscalizar e disciplinar o exercício profissional de assistentes sociais. Juntamente com o Conselho Federal e demais Conselhos Regionais de Serviço Social, compõe o conjunto CFESS/CRESS desenvolvendo ações para além de um órgão regulador do exercício profissional. As atividades estabelecidas refletem a luta cotidiana em defesa da categoria e da qualidade dos serviços prestados por assistentes sociais à população usuária. Trabalham em equipe? Assistentes sociais podem trabalhar junto a outras categorias: profissionais da psicologia, da educação, da enfermagem, do direito, dentre outras. Cabe destacar que, durante o atendimento individual, assistentes sociais devem garantir sigilo à pessoa que é atendida. Trabalham somente com pessoas em situação de pobreza? Não. Entretanto, como o Brasil é um país com alto índice de desigualdade social, assistentes sociais no país, em sua maior parte, têm seu trabalho voltado para a população em situação de pobreza ou com ausência de renda. Trabalham também com pessoas que têm seus direitos violados ou que estão em situação de vulnerabilidade social. E o salário do (a) Assistente Social? De acordo com dados do Salariômetro, do Governo de São Paulo, e da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a média salarial da categoria é de R$2.000,00, embora existam projetos de lei na Câmara dos Deputados reividicando um piso em torno de R$4.000,00, o valor deverá ser reajustado conforme a variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) . A jornada semanal de trabalho da assistente social deve ser de, no máximo, 30 horas, de acordo com a Lei 8.662/1993. LEI Nº 12.317, DE 26 DE AGOSTO DE 2010.   Acrescenta dispositivo à Lei n o 8.662, de 7 de junho de 1993, para dispor sobre a duração do trabalho do Assistente Social. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:  Art. 1 o   A Lei n o 8.662, de 7 de junho de 1993, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 5 o -A:  “Art. 5o-A.   A duração do trabalho do Assistente Social é de 30 (trinta) horas semanais.”   Art. 2 o   Aos profissionais com contrato de trabalho em vigor na data de publicação desta Lei é garantida a adequação da jornada de trabalho, vedada a redução do salário.            Art. 3 o   Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.   Brasília,  26  de agosto de 2010; 189 o da Independência e 122 o da República.  LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Carlos LupiJosé Gomes TemporãoMárcia Helena Carvalho Lopes

  • Justiça Social e Questão Social

    I - Justiça Social A concepção moderna de justiça social, alicerçada em princípios morais e políticos de igualdade e solidariedade, teve suas raízes no século XIX. A Igreja Católica, por meio da encíclica “Rerum Novarum” lançada pelo Papa Leão XIII, que, embora não utilize a expressão “justiça social”, trabalha com o binômio justiça/injustiça nesse registro, foi pioneira em formalizar esse conceito, defendendo os direitos dos trabalhadores e a necessidade de intervenção estatal para corrigir as desigualdades sociais. A Encíclica Rerum Novarum foi uma resposta da Igreja Católica ao fortalecimento do liberalismo e do capitalismo monopolista na Europa.  Desde então, a justiça social tem sido um norte para movimentos sociais e formuladores de políticas públicas, impulsionando a criação de leis e programas que visam promover a equidade e a promoção da dignidade humana. Segundo Silva, 2019: “...a preocupação com questões relativas à justiça social é um fruto da modernidade capitalista, e a disputa em torno do seu conteúdo normativo contempla, desde então, grande pluralidade de autores e correntes filosóficas. Liberais igualitários, conservadores, cristãos progressistas, marxistas analíticos, libertarianos, anarquistas, frankfurtianos, comunitaristas e multiculturalistas são algumas das vertentes que entraram nesse embate, que se acalorou de sobremaneira a partir da segunda metade do século XX” Um dos pensadores que melhor definiu e delineou os principais elementos para alcançar esse princípio, foi o filósofo estadunidense contemporâneo John Rawls escreveu a obra Uma Teoria da Justiça. Partindo de noções da filosofia política moderna e da teoria do direito John Rawls. John Rawls, em sua obra "Uma Teoria da Justiça", propôs uma concepção de justiça como equidade, defendendo que as desigualdades sociais só são justas se beneficiarem os menos favorecidos. Deparando-se com a necessidade de uma definição, John Rawls delimitou que a justiça social deveria ter como objeto a estrutura básica de uma sociedade, ou seja: “o modo como as principais instituições sociais atribuem os direitos e deveres fundamentais e determinam a divisão das vantagens decorrentes da cooperação social.” Rawls, 2008, p.8. A teoria da justiça de Rawls é frequentemente chamada de teoria da justiça como equidade . A ideia central é que a justiça não é apenas a aplicação de regras gerais, mas sim a criação de um sistema social que garanta que todos os membros da sociedade tenham uma participação justa e equitativa em seus benefícios. Segundo o autor: “Portanto, numa sociedade justa as liberdades da cidadania igual são consideradas invioláveis; os direitos assegurados pela justiça não estão sujeitos à negociação política ou ao cálculo de interesses sociais.” ( Rawls 1997,p.4) Nos seus estudos teóricos sobre a temática, esse autor estabeleceu três pontos para alcançar um princípio de  equidade : garantia das liberdades fundamentais para todos; igualdade de oportunidades; manutenção de desigualdades apenas para favorecer os mais desfavorecidos. A autora Amartya Sen, por sua vez, enfatizou a importância das capacidades humanas, argumentando que a justiça social deve garantir que todos tenham a capacidade de realizar suas funções e alcançar seus objetivos de vida. Segundo Kerstenetzky, as diversas noções de justiça social podem ser agrupadas em torno das duas instituições mais importantes na promoção da distribuição dos resultados econômicos no mundo contemporâneo: o mercado e o Estado. Ao mercado , como uma força invisível, direciona os recursos para onde são mais necessários. Nesse interim, segundo a autora, quem trabalha mais ou tem habilidades mais valorizadas no mercado, geralmente tem maior renda. Cabendo ao Estado a atribuição de prover uma rede subsidiária de proteção social (renda mínima, seguro desemprego, imposto de renda negativo, são algumas de suas variantes), uma espécie de seguro social contra a incerteza. Complementa Silva, pode-se esboçar provisoriamente que a justiça social se refere ao estabelecimento de um ou mais princípios normativos padronizados que regulam a distribuição de bens e encargos em uma comunidade política através das suas principais instituições. Isso nada diz ainda sobre o conteúdo normativo dos princípios (por que e entre quem distribuir), mas apenas ao escopo mais geral das teorias da justiça. Não raro elas divergem também em relação à matéria da distribuição (o que deve ser distribuído justamente) e aos procedimentos justos para sua realização (como deve ser definida a distribuição). Silva, 2019 p. 21.   No contexto contemporâneo brasileiro, no que diz respeito a situação social, segundo o relatório de 2020 do IBGE, se for utilizada a linha recomendada pelo Banco Mundial para países de renda média-alta, grupo ao qual pertence o Brasil, estima-se que um quarto da população brasileira esteja abaixo da linha da pobreza. Esse quadro de disparidades socioeconômicas tem reflexos diretos na qualidade de vida da população e, em particular, no acesso a serviços públicos essenciais, como a educação. Dentre outras consequências ressaltam –se que Crianças e adolescentes de famílias mais pobres têm menos acesso a materiais escolares, internet, cursos extracurriculares e, muitas vezes, são obrigados a trabalhar desde cedo, comprometendo seu desempenho escolar. A precarização crescente desse setor, garantido pela Constituição Federal como um direito fundamental, é uma consequência direta das desigualdades sociais. Hypolito (2010)   destaca que, a partir do final dos anos de 1980, as políticas curriculares brasileiras vêm se delineando como políticas educativas de caráter neoliberal, havendo “o incremento de modelos de gestão adequados para a consecução dessas políticas, todos dedicados a formas regulativas do trabalho docente, do currículo e da gestão escolar” ( HYPOLITO, 2010 , p. 1339). Esses modelos de gestão têm sido importados da esfera do mercado, partindo, assim, do pressuposto de que o âmbito privado pode trazer maior eficiência e qualidade para o público. Isso justificaria a responsabilização de agentes não-estatais pelo que antes era unicamente de responsabilidade do Estado.       Ao afirmar que as políticas curriculares brasileiras adquiriram um caráter neoliberal, Hypolito (2010) está indicando que essas políticas passaram a ser moldadas por princípios e valores típicos do neoliberalismo, como, dentre outros, a valorização da iniciativa privada na oferta de serviços educacionais, incluindo a expansão da educação privada e a crescente influência de empresas no desenvolvimento de materiais didáticos e plataformas educacionais. A justiça social não se concretiza com o Estado diminuindo sua participação na economia, os recursos destinados à educação pública também tendem a diminuir, impactando diretamente a qualidade do ensino e o acesso à educação de qualidade para todos. O neoliberalismo incentiva a expansão da educação privada, que, por ser mais cara, acaba sendo mais acessível apenas para uma parcela da população, aprofundando as desigualdades sociais.   O foco no mercado de trabalho leva a uma ênfase nas habilidades técnicas e na formação de mão de obra qualificada para atender às demandas das empresas, em detrimento da formação de cidadãos críticos e conscientes. II. Questão social A questão social se refere ao conjunto de problemas e desigualdades sociais que emergem das relações sociais em uma determinada sociedade. São expressões das contradições do sistema capitalista, como a pobreza, a desigualdade de renda, a exclusão social, a violência, o desemprego, entre outros. A questão social é um fenômeno histórico e social complexo, que se manifesta de diferentes formas em cada sociedade. A concepção de questão social mais difundida é a de CARVALHO e IAMAMOTO, (1983, p.77): “A questão social não é senão as expressões do processo de formação e desenvolvimento da classe operária e de seu ingresso no cenário político da sociedade, exigindo seu reconhecimento como classe por parte do empresariado e do Estado. É a manifestação, no cotidiano da vida social, da contradição entre o proletariado e a burguesia, a qual passa a exigir outros tipos de intervenção mais além da caridade e repressão”. Não contraditória à esta concepção, temos a de TELES, (1996, p. 85): “... a questão social é a aporia das sociedades modernas que põe em foco a disjunção, sempre renovada, entre a lógica do mercado e a dinâmica societária, entre a exigência ética dos direitos e os imperativos de eficácia da economia, entre a ordem legal que promete igualdade e a realidade das desigualdades e exclusões tramada na dinâmica das relações de poder e dominação”. Para CORTÊS (2019, p. 124), a pobreza e as expressões da questão social são inerentes ao sistema capitalista: A partir da instauração do sistema capitalista de produção, a pobreza ganha raízes mais profundas e complexas, manifestando-se como expressão da questão social. Os meios de produção são privados da classe burguesa, restando ao trabalhador a venda da sua força de trabalho, sendo o produto do seu trabalho apropriado e pago apenas parcialmente na forma de salário. A questão social se manifesta concretamente no desemprego, no analfabetismo, na fome, nas favelas, na falta de leitos hospitalares, na violência e na inadimplência das contas dos trabalhadores. Essas expressões são o resultado direto da priorização do lucro sobre as necessidades humanas, um reflexo das relações de produção capitalistas. O Estado, ao invés de atuar como regulador e promotor da justiça social, muitas vezes se omite ou age em favor dos interesses das elites econômicas. Segundo Salama (2002) com o advento da globalização e a retirada do Estado, a redistribuição de renda é diretamente afetada gerando desigualdades entre capital e trabalho que se acentuam na medida em que a financeirização das empresas se expande e os mercados financeiros se tornam emergentes, resultando em forte desestruturação, desigualdades e instabilidade no interior do mundo do trabalho. De acordo com (RAICHELIS, 2006), a partir das lutas sociais, a questão social deixou de ser um problema individual e passou a ser uma demanda coletiva. A pressão popular levou o Estado a reconhecer novos sujeitos de direitos e a implementar políticas sociais que garantam o acesso a bens e serviços públicos. A discussão sobre a questão social impõe a necessidade de se repensar a justiça social e o papel do Estado. Historicamente, o Estado tem sido responsável por regular a questão social e garantir direitos sociais básicos. No entanto, a naturalização das situações de vulnerabilidade social obscurece a origem socioeconômica desses problemas. A questão social, intrinsecamente ligada à dinâmica do capitalismo, exige intervenções que transcendem o âmbito individual, demandando uma regulação democrática dos processos econômicos. A globalização da questão social, como aponta SCHERER (2009), não anula as particularidades de cada contexto nacional, que possui seus próprios determinantes históricos, econômicos, sociais e culturais. As desigualdades sociais se reproduzem no ambiente escolar, limitando as oportunidades de ascensão social para os estudantes de baixa renda. A falta de acesso a materiais didáticos, a cursos preparatórios para o ingresso no ensino superior e a orientação profissional são alguns exemplos dessas desigualdades. Diante desse contexto, a relação entre educação e questão social, entendendo a indivisibilidade  de pensar a educação a partir da questão social a partir da perspectiva do capital-imperialista. FRIGOTO (1984),  aponta quatro mediações presentes na prática educativa que relacionam a escola ao processo de acumulação capitalista. Numa delas observa uma mediação corresponde ao papel produtivo da escola, uma vez que é desqualificada para filhos(as) dos(as) trabalhadores(as): “a escola serve ao capital tanto por negar o acesso ao saber elaborado e historicamente acumulado, quanto por negar o saber social produzido coletivamente pela classe trabalhadora no saber e na vida” (FRIGOTTO, 1984, p. 224). A educação, ao invés de ser um instrumento de transformação social, pode contribuir para a reprodução das desigualdades. A escola, muitas vezes, reflete as desigualdades sociais existentes, reforçando os padrões de exclusão e discriminação. Segundo CORTÊS 2019: ... é possível compreender que a educação tem uma função preponderante para o capitalismo, qual seja, a reprodução da massa trabalhadora explorada e expropriada por esse sistema de produção. Inclusive, como meio de obscurecer as relações de opressão que estão estabelecidas pelo mercado, uma vez que o próprio se encarrega de estabelecer limites, expressos de maneira estrutural e ideológica, em metas inclusive globais. O contexto da educação e questão social pode ser apresentado a partir de pesquisas como o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), dados de 20 de junho de 2017, dizem respeito da evasão escolar no Brasil, sendo destaque a retomada do crescimento das taxas de evasão em 2014 frente a uma progressiva diminuição que vinha acontecendo de 2007 a 2013: Os novos dados revelam que 12,9% e 12,7% dos alunos matriculados na 1ª e 2ª série do Ensino Médio, respectivamente, evadiram da escola de acordo com o Censo Escolar entre os anos de 2014 e 2015. O 9º ano do ensino fundamental tem a terceira maior taxa de evasão, 7,7%, seguido pela 3ª série do ensino médio, com 6,8%. Considerando todas as séries do ensino médio, a evasão chega a 11,2% do total de alunos nessa etapa de ensino. A série histórica revela, em todas as etapas de ensino, uma queda progressiva na evasão escolar de 2007 a 2013, mas o comportamento se altera em 2014, quando as taxas aumentam. A evasão é maior nas escolas rurais, em todas as etapas de ensino. Diante desse contexto, e a fim de dar respostas a esse o Governo Federal de Lula da Silva, através de seu Ministério da Educação lançou o Programa Pé de Meia, foi lançado em novembro de 2023. É um programa de incentivo financeiro-educacional voltado a estudantes matriculados no ensino médio público beneficiários do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). Funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes nessa etapa de ensino. Tem como objetivo a democratização do acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens, além de fomentar a inclusão educacional e estimular a mobilidade social. É importante acrescentar sobre o Programa Pé de Meia que ao comprovar matrícula e frequência, o estudante recebe o pagamento de incentivo mensal, no valor de R$ 200 (duzentos reais), que pode ser sacado em qualquer momento. No caso da educação de jovens e adultos, ao comprovar matrícula, o estudante recebe um incentivo de R$ 200 (duzentos reais), além de incentivo mensal de R$ 225 (duzentos e vinte e cinco reais) pela frequência, ambos disponíveis para saque. O beneficiário do Pé-de-Meia ainda recebe R$ 1.000 (mil reais) ao final de cada ano concluído, que só podem ser retirados da poupança após a formatura no ensino médio. Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 (duzentos reais) pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem),  os valores chegam a R$ 9.200 (nove mil e duzentos reais) por aluno .  Ressalte-se que os Programas de transferência de renda e incentivo financeiro precisam além do incentivo de renda necessita que as ações do programa envolvam gestão descentralizada e articulação entre diferentes setores e políticas públicas, especialmente a Saúde, Educação e Assistência Social, com a finalidade de proteção e promoção social das famílias. Além disso, que forneçam condições reais para o enfrentamento a situações advindas de inseguranças geradas pelas condições de desigualdade socioeconômica que ganham novas peculiaridades muitas vezes marcadas pela fragilização das famílias em seus vínculos de inclusão e pertença. III Política Social Primeiramente, entendemos que cabe sinalizar que as políticas públicas são ações governamentais desenvolvidas para atender às necessidades e demandas específicas de uma sociedade, sendo parte fundamental de seu desenvolvimento. O governo tem o papel de gerenciar a maneira como os recursos serão aplicados, tendo como foco o bem-estar da população.  As políticas públicas são um conjunto de ações, programas e decisões do governo, para melhorias para sociedade. Visando a garantia de algum direito para os cidadãos, no âmbito federal, estadual e municipal, sendo elas políticas econômicas, tributárias, fiscais e sociais. Assim a política social é uma espécie de política pública, faz parte dela. As políticas públicas são aqui compreendidas como as de responsabilidade do Estado – quanto à implementação e manutenção a partir de um processo de tomada de decisões que envolve órgãos públicos e diferentes organismos e agentes da sociedade relacionados à política implementada (HOFLING, 2001, p. 02). A educação, enquanto direito fundamental e bem público, encontra-se intrinsecamente ligada às políticas sociais de um país. No Brasil, a relação entre educação e políticas sociais é complexa e marcada por desafios históricos, sociais e econômicos. Sobre política social discorre Behring: Em geral, é reconhecido que a existência de políticas sociais, é um fenômeno associado à constituição da sociedade burguesa, ou seja, do específico modo capitalista de produzir e reproduzir-se. Evidentemente que não desde os seus primórdios, mas quando se tem um reconhecimento da questão social inerente às relações sociais nesse modo de produção, vis à vis ao momento em que os trabalhadores assumem um papel político e até revolucionário. As ações empreendidas pelo Estado não se implementam automaticamente, têm movimento, têm contradições e podem gerar resultados diferentes dos esperados. Especialmente por se voltar para e dizer respeito a grupos diferentes, o impacto das políticas sociais implementadas pelo Estado capitalista sofrem o efeito de interesses diferentes expressos nas relações sociais de poder. Segundo Arzane, as políticas públicas em Educação consistem em programas ou ações elaboradas em âmbito governativo que auxiliam na efetivação dos direitos previstos na Constituição Federal; um dos seus objetivos é colocar em prática medidas que garantam o acesso à Educação para todos os cidadãos. Na Constituição de 1988, a Educação é contemplada como direito social fundamental (Art. 6º), público e subjetivo, sendo a educação básica considerada obrigatória; desse modo, é expressada como direito do cidadão e dever do Estado e da família. A legislação educacional brasileira estabelece diversos princípios norteadores para a garantia do direito à educação. Entre eles, destacam-se a igualdade de oportunidades, a gratuidade do ensino público, a valorização dos profissionais da educação, a gestão democrática e a qualidade do ensino. Na prática, observa-se uma diversidade de ações e programas que buscam concretizar esses princípios. Diante desses instrumentos pode ser observado que nas últimas décadas o Brasil apresentou melhoras no seu atendimento educacional. Segundo relatório Todos pela Educação em 2021, a educação infantil foi ampliada, a taxa de matrícula no ensino fundamental é quase universal, cerca de 80% dos adolescentes seguem cursando os anos finais do ensino médio, e a oferta ao ensino superior também cresceu, juntamente com o acesso dos mais vulneráveis.   Entretanto, apesar desses avanços,  o  nível  de  escolaridade  e  a  taxa  de  atendimento  ainda  estão  abaixo  da  média  dos  níveis  dispostos  internacionalmente.  Ainda, a realidade mostra  que  indivíduos  mais  vulneráveis  enfrentam  barreiras  tanto  de  acesso,  como  de  permanência  no  sistema  educacional. Continuamente as  políticas  públicas  educacionais  devem  considerar  a  situação  socioeconômica  e  as  diferenças  regionais  do  Brasil,  enquanto  fatores  que  impactam  fortemente  os  níveis  de  escolaridade e o atendimento na educação. No que tange as políticas de instrumentos legislativos foi observado que a Lei de  Diretrizes  e  Bases  da  Educação  Nacional  (lei  nº  9.394/96),  e  o  Plano  Nacional  da  Educação, aprovado pela Lei Federal 13.005/2015 são um grande norte. A resposta aos desafios da Educação no Brasil tem sido a formação de Planos decenais na articulação de esforços visando metas e estratégias que garantam a população ao acesso a uma educação de qualidade. A partir dos planos decenais uma série de programas e ações foram sendo desenvolvidos. Nesse conjunto de programas, a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), instituído como instrumento permanente de financiamento da educação pública por meio da Emenda Constitucional n° 108, de 27 de agosto de 2020, regulamentado pela Lei nº 14.113, de  25  de  dezembro  de  2020,  foi  um  dos  maiores  ganhos.  Esse recurso é destinado/distribuído aos Estados,  Distrito  Federal  e  Municípios,  com  o  objetivo  de  financiar ações de manutenção e desenvolvimento da educação básica pública, considerando os respectivos âmbitos de atuação prioritária, conforme estabelecido no art. 211, §§2º e 3º da Constituição Federal. Não apenas o FUNDEB é necessário nesse processo, uma série de outros programas acabaram materializando a realização do direito à educação, tendo como perspectiva a resolução dos  desafios  existentes  à  realidade  educacional  brasileira. No que diz respeito a fiscalização nas três esferas do governo (Nacional, Estadual e Municipal)  o Programa Nacional  de  Capacitação  dos  Conselheiros   Municipais   de   Educação   (Resolução  nº  24/2010  e  a  Resolução  nº  55/2012, com alterações em 2014) se insere na prática da gestão democrática do ensino público, coma participação da comunidade escolar. A política pública tem seu objetivo alcançado por meio de programas e ações que servem à busca de seus objetivos. Os programas de governo formam  complexos  de  decisões  que  realizam  objetivos  dentro  de  um  marco  maior  das  políticas  públicas. Os Programas  não  atuam  de  forma  isolada  na  política  pública,  mas compõem o complexo de ações e decisões que constituem o conceito de política pública. A educação, enquanto direito social fundamental, deve ser compreendida como um processo emancipatório que ultrapassa a simples oferta de serviços. Em um contexto de profundas desigualdades sociais, a política educacional brasileira enfrenta o desafio de promover a democratização das oportunidades e a formação de cidadãos críticos e autônomos. A escola, nesse sentido, não se limita à transmissão de conhecimentos, mas deve contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa.   REFERÊNCIAS   RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça . São Paulo: Martins Fontes, 1997. SEN, Amartya. Desenvolvimento e Liberdade . São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Silva. Enrico Paternostro Bueno da, . Justiça Social em perspectiva crítica : formulações contemporâneas e horizontes periféricos –Campinas , SP : 2019. Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente M. Hypolito. Convergências e tensões no campo da formação e do trabalho docente: 730-749, Autêntica, Belo Horizonte, 2010. IAMAMOTO, Marilda Vilela; CARVALHO, Raul. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil: esboço de uma interpretação histórico-metodológica.  São Paulo, Cortez, 1983 TELES, Vera da Silva. Questão Social: afinal do que se trata? São Paulo em Perspectiva, vol. 10, n. 4, out-dez/1996. p. 85-95 SALAMA, Pierre. Pobreza e Exploração do trabalho na América Latina. São Paulo. Boimtempo, 2002. RAICHELIS. Raquel. Gestão pública e a questão social na grande cidade. In: Lua Nova: Revista de Cultura e Política. n° 69. São Paulo, 2006. Acesso em <   https://www.redalyc.org/pdf/673/67306903.pdf > 11 de novembro de 2024. Cortês, Sarah Tavares. Educação e Questão Social: Elementos para pensar essa relação na sociedade atual. Universidade Unigranrio. MOITARÀ. Revista do Serviço Social. 2019. FRIGOTTO, G. A produtividade da escola improdutiva. São Paulo: Cortez, 1984. Disponível em:< https://pt.scribd.com/document/417357523/Frigotto-Produtividade-Da-Escola-Improdutiva > Acesso em:11 de dezembro de 2024. HÖFLING. M H.  ESTADO E POLÍTICAS (PÚBLICAS) SOCIAIS.  Cadernos Cedes, ano XXI, nº 55, novembro/2001.Disponívelem: https://www.scielo.br/j/ccedes/a/pqNtQNWnT6B98Lgjpc5YsHq/?format=pdf&lang=pt   Acesso em:11 de dezembro de 2024 Elaine Rossetti Behring. Fundamentos de Política Social. chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/ https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/32521931/texto1-1-libre.pdf ?. Acesso em: 11 de dezembro de 2024. SMARJASSI, Celia; ARZANI, Jose henrique. As políticas públicas e o direito à educação no Brasil: uma perspectiva histórica.  Revista Educação Pública , v. 21, nº 15, 27 de abril de 2021. Disponível em: https://educacaopublica.cecierj.edu.br/artigos/21/15/as-politicas-publicas-e-o-direito-a-educacao-no-brasil-uma-perspectiva-historica

  • Política Social e Questão Social: toda assistente social precisa saber

    Política Social e Questão Social: Um Debate Essencial A Questão Social: Um Reflexo das Desigualdades A questão social é um fenômeno inerente ao modo de produção capitalista e se manifesta através das desigualdades sociais, da pobreza, da exclusão social, da violência, entre outros problemas. É a expressão da contradição entre a riqueza produzida socialmente e a concentração desta em poucas mãos. Política Social: Respostas às Demandas Sociais A política social surge como um conjunto de ações do Estado e da sociedade civil destinadas a enfrentar a questão social. Através de programas e serviços, busca-se garantir direitos sociais como saúde, educação, trabalho, moradia e assistência social, visando minimizar as desigualdades e promover a inclusão social. A Relação entre Política Social e Questão Social: A questão social como objeto da política social:  A política social tem como objetivo central enfrentar as expressões da questão social, buscando garantir condições de vida dignas para toda a população. A política social como instrumento de reprodução social:  Por outro lado, a política social também pode ser utilizada como instrumento de reprodução das desigualdades sociais, quando não atende às necessidades reais da população ou quando reforça a lógica do mercado. A política social como campo de disputa:  A política social é um campo de disputa entre diferentes projetos societários, onde se confrontam visões distintas sobre o papel do Estado e da sociedade. Desafios da Política Social na Atualidade: Fragmentação dos serviços:  A fragmentação dos serviços sociais dificulta o acesso e a garantia de direitos para a população. Financiamento insuficiente:  A falta de recursos financeiros compromete a implementação de políticas sociais eficazes. Gestão ineficiente:  A gestão ineficiente dos recursos públicos pode levar à perda de oportunidades e à intensificação das desigualdades. Novas demandas sociais:  O surgimento de novas demandas sociais, como o envelhecimento da população e a diversidade, exige a adaptação das políticas sociais. O Papel do Assistente Social: O assistente social, como profissional que atua diretamente na área da política social, tem um papel fundamental na: Análise da realidade social:  Identificar as necessidades da população e as desigualdades sociais. Formulação e implementação de políticas sociais:  Participar da construção de políticas públicas mais justas e equânimes. Defesa dos direitos sociais:  Lutar pela garantia dos direitos sociais da população. Empoderamento da população:  Fortalecer a participação da população na construção das políticas sociais. Conclusão A questão social e a política social são temas complexos e interligados, que exigem um debate aprofundado e a construção de políticas públicas mais eficientes e eficazes. O assistente social tem um papel fundamental nesse processo, atuando como mediador entre o Estado, a sociedade e os usuários dos serviços. A Questão Social sob a Lente do Neoliberalismo A relação entre a questão social e o neoliberalismo é complexa e de grande relevância para entendermos as transformações ocorridas nas sociedades contemporâneas. O neoliberalismo, ideologia que defende a mínima intervenção do Estado na economia e a primazia do mercado, exerce um impacto significativo na forma como a questão social é abordada e tratada. Como o neoliberalismo impacta a questão social? Redução do Estado de Bem-Estar Social:  Uma das principais características do neoliberalismo é a redução do Estado de Bem-Estar Social. Isso significa que o Estado diminui sua responsabilidade em garantir direitos sociais como saúde, educação e assistência social, transferindo essa responsabilidade para o mercado e para a sociedade civil. Essa transferência, no entanto, nem sempre é acompanhada de recursos suficientes, o que agrava a questão social. Precarização do Trabalho:  O neoliberalismo promove a flexibilização das relações de trabalho, o que resulta em precarização das condições de trabalho e aumento do desemprego. Essa situação fragiliza a classe trabalhadora e contribui para o aumento da desigualdade social. Privatização de Serviços Públicos:  A privatização de serviços públicos, como saúde e educação, visando à eficiência e à redução de custos, pode levar à deterioração da qualidade desses serviços e à exclusão de setores da população que não possuem condições de pagar por eles. Individualização das Responsabilidades:  O neoliberalismo incentiva a individualização das responsabilidades, responsabilizando cada indivíduo pelo seu próprio sucesso ou fracasso. Essa visão individualista dificulta a construção de políticas públicas que visem a enfrentar as causas estruturais da questão social. Corte de gastos sociais:  A redução dos gastos públicos com políticas sociais, em nome da austeridade fiscal, impacta diretamente a vida da população mais vulnerável. Consequências para a Questão Social: Aumento das desigualdades sociais:  O neoliberalismo intensifica as desigualdades sociais, concentrando a riqueza em poucas mãos e aumentando a pobreza. Exclusão social:  A precarização do trabalho, a redução do Estado de Bem-Estar Social e a privatização de serviços públicos contribuem para a exclusão social de grandes parcelas da população. Dificuldade de acesso a direitos:  A redução dos gastos sociais e a fragmentação das políticas públicas dificultam o acesso da população aos direitos sociais. Crescimento da violência:  A desigualdade social, a precarização do trabalho e a exclusão social podem contribuir para o aumento da violência. O papel do assistente social nesse contexto: O assistente social tem um papel fundamental na análise crítica das políticas neoliberais e na defesa dos direitos sociais. Sua atuação deve ser direcionada para: Denunciar as consequências do neoliberalismo para a questão social:  É fundamental que o assistente social denuncie os impactos negativos das políticas neoliberais sobre a vida da população. Lutar pela garantia dos direitos sociais:  O assistente social deve lutar pela garantia dos direitos sociais, como saúde, educação, trabalho e assistência social, para todos. Promover a participação popular:  É importante que o assistente social promova a participação popular na construção das políticas públicas, garantindo que as necessidades da população sejam atendidas. Construir alternativas ao neoliberalismo:  O assistente social deve contribuir para a construção de alternativas ao neoliberalismo, buscando a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. A Importância da Organização Popular na Luta Contra o Neoliberalismo A organização popular desempenha um papel fundamental na luta contra o neoliberalismo, atuando como um contraponto às políticas que aprofundam as desigualdades sociais e a precarização das condições de vida. Os movimentos sociais, nesse contexto, emergem como protagonistas na defesa dos direitos sociais e na construção de alternativas ao modelo neoliberal. Qual o papel dos movimentos sociais nessa luta? Denúncia e visibilização das desigualdades:  Os movimentos sociais têm um papel crucial na denúncia das desigualdades sociais geradas pelo neoliberalismo, expondo as mazelas e as injustiças do sistema. Através de protestos, ocupações, campanhas e outras ações, eles visibilizam as demandas da população e pressionam os governos e as empresas a adotarem medidas para solucionar os problemas sociais. Mobilização e organização da sociedade civil:  Os movimentos sociais mobilizam e organizam a sociedade civil, incentivando a participação popular na luta por direitos. Ao fortalecer a organização da sociedade civil, os movimentos sociais aumentam sua capacidade de pressão política e contribuem para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Construção de alternativas:  Os movimentos sociais não se limitam a denunciar os problemas, mas também propõem alternativas ao modelo neoliberal. Eles desenvolvem projetos e iniciativas que visam a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, baseada na solidariedade, na cooperação e na valorização da vida. Fortalecimento da democracia:  Os movimentos sociais contribuem para o fortalecimento da democracia, ao exigir a participação popular nas decisões que afetam a vida da sociedade. Eles pressionam por maior transparência e accountability dos governos, combatendo a corrupção e a impunidade. Criação de redes de solidariedade:  Os movimentos sociais constroem redes de solidariedade que permitem a troca de experiências e o fortalecimento das lutas locais. Essas redes são fundamentais para a construção de um movimento global contra o neoliberalismo. Exemplos de ações dos movimentos sociais: Ocupações de espaços públicos:  Os movimentos sociais ocupam espaços públicos para reivindicar direitos e denunciar as injustiças sociais. Greves e paralisações:  As greves e paralisações são ferramentas importantes para pressionar os governos e as empresas a atender às demandas dos trabalhadores. Campanhas de conscientização:  Os movimentos sociais realizam campanhas de conscientização para mobilizar a população e denunciar as políticas neoliberais. Criação de cooperativas e outras formas de economia solidária:  Os movimentos sociais criam cooperativas e outras formas de economia solidária como alternativa ao modelo econômico capitalista. Desafios enfrentados pelos movimentos sociais: Repressão e criminalização:  Os movimentos sociais enfrentam a repressão e a criminalização por parte do Estado e das forças de segurança. Divisões internas:  Os movimentos sociais podem enfrentar divisões internas em relação às estratégias e táticas a serem adotadas. Dificuldade em alcançar a massa crítica:  Mobilizar grandes massas de pessoas é um desafio constante para os movimentos sociais. Cansada de estudar por horas e não lembrar de nada? Os mapas mentais são a solução! Com os materiais do Mapas Mentais Social , você terá um aprendizado mais eficiente  e memorização duradoura . Ideal para quem busca agilidade e organização nos estudos  para concursos. Clique aqui e adquira #PolíticaSocial, #QuestãoSocial, #AssistenteSocial, #DesigualdadesSociais, #DireitosSociais LANÇAMENTO IMPERDÍVEL! Prepare-se para conquistar a sua vaga de ASSISTENTE SOCIAL com o nosso novo Caderno 150 Questões de Concursos, agora em formato digital (PDF)! 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  • Questão de concurso-Fundamentos Históricos Teóricos Metodológicos

    Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Jaru - RO Prova: IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Assistente Social Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) Uma das instituições que marca a história do serviço social no Brasil é o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), criada em 1942. Esta instituição teve como objetivo: (a) prestar serviços de assistência social às famílias carentes. (b) organizar ações de filantropia por parte dos empresários junto à classe trabalhadora. (c) estimular a luta sindical por melhores condições de trabalho e renda. (d) organizar e administrar nacionalmente escola de aprendizagem para industriários. (e) assessorar os sindicatos na capacitação dos trabalhadores rurais e urbanos. COMENTÁRIO Gabarito: D - organizar e administrar nacionalmente escola de aprendizagem para industriários. [...] SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). Vale lembrar a criação do Serviço Nacional da Indústria (SENAI), em 1942, e o Conselho Nacional de Serviço Social, junto ao Ministério da Educação e Saúde, em 1938, que expressou a intenção de organização e de centralização de uma política assistencial no país. [...] IAMANOTO, Marilda Vilela e CARVALHO, Raul. Relações Sociais e Serviço Social no Brasil. São Paulo: Cortez, 1985. LANÇAMENTO IMPERDÍVEL! Prepare-se para conquistar a sua vaga de ASSISTENTE SOCIAL com o nosso novo Caderno 150 Questões de Concursos , agora em formato digital (PDF)! O que você encontra neste caderno: -150 questões cuidadosamente selecionadas de concursos de diversas bancas por todo o Brasil. Clique aqui e adquira por R$17,00

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